O PROJETO
A Realidade Virtual na Sintomatologia
Depressiva e Ansiosa
Depressiva e Ansiosa
[ A Relevância do Processo de Design na Construção da Experiência Imersiva ]
Este estudo nasce da necessidade em perceber de que forma a experiência imersiva, através do uso da Realidade Virtual, poderá despoletar contributos para uma perspetiva diferente de lidar com a depressão e a ansiedade. A necessidade deste estudo nasce da possibilidade de ajudar o vasto campo da saúde mental com o apoio da tecnologia. O desenvolvimento atual da Realidade Virtual está a acontecer a uma velocidade incrível, sendo uma ferramenta extremamente útil em outras áreas do conhecimento, como por exemplo, projetos aeroespaciais, na medicina e na educação (Anthes et al. 2016).
Tal como outras inúmeras doenças psiquiátricas, a depressão ainda não tem a sua fisiopatologia totalmente conhecida. Não existe nenhum exame de diagnóstico específico, dependendo apenas da identificação de um conjunto de vários sintomas, numa avaliação clínica. Contudo, a doença resulta de um conjunto de fatores associados ao estilo de vida, sendo considerada uma doença multifatorial (Marie and Allan, 2017).
Atualmente, com a existência da pandemia de Covid-19 e devido ao confinamento a que fomos sujeitos, calcula-se que a percentagem de pessoas com distúrbios mentais seja ainda maior. A Realidade Virtual foi utilizada em doentes com psicose e numa série de finalidades, incluindo a avaliação dos sintomas, comparando sintomas correlacionados e identificando variáveis preditivas. A Realidade Virtual é também utilizada como uma componente educacional para ensinar as pessoas sobre os fatores que pioram ou melhoram os sintomas. No entanto, os estudos clínicos dessas técnicas aplicadas em psicose são ainda escassos. Esta tecnologia foi também usada na reabilitação da esquizofrenia e outras perturbações, mas também como treino de habilidades sociais, sendo um método eficaz para melhorar a disfunção social em doentes com psicoses (Rosa, Loureiro & Sequeira 2019).
Neste contexto, o Processo do Design pode facilitar a compreensão e o enquadramento de alguns dos problemas identificados, através da aplicação de um conjunto de metodologias que permitem identificar possíveis caminhos para a resolução dos problemas enquadrando os diferentes pontos de vista deste tema (Pressman 2019). Alguns destes métodos como por exemplo a criação de personas baseadas no utilizador, a construção da jornada do paciente e inquéritos online (Ku, B., & Lupton 2020), permite-nos comparar as dimensões das experiências já realizadas no contexto da saúde mental.
Pretende-se, a partir do estudo do estado da arte, comparar os pesquisas existentes sobre este tema, encontrar orientações para classificar e avaliar as possibilidades que a tecnologia da Realidade Virtual tem para influenciar positivamente esta área, com vista a melhorar o acompanhamento e criar oportunidades para que os serviços de apoio à saúde mental em Portugal possam evoluir.
Keywords: Saúde mental e bem-estar, Depressão e ansiedade, Realidade Virtual, Processo do Design
Tal como outras inúmeras doenças psiquiátricas, a depressão ainda não tem a sua fisiopatologia totalmente conhecida. Não existe nenhum exame de diagnóstico específico, dependendo apenas da identificação de um conjunto de vários sintomas, numa avaliação clínica. Contudo, a doença resulta de um conjunto de fatores associados ao estilo de vida, sendo considerada uma doença multifatorial (Marie and Allan, 2017).
Atualmente, com a existência da pandemia de Covid-19 e devido ao confinamento a que fomos sujeitos, calcula-se que a percentagem de pessoas com distúrbios mentais seja ainda maior. A Realidade Virtual foi utilizada em doentes com psicose e numa série de finalidades, incluindo a avaliação dos sintomas, comparando sintomas correlacionados e identificando variáveis preditivas. A Realidade Virtual é também utilizada como uma componente educacional para ensinar as pessoas sobre os fatores que pioram ou melhoram os sintomas. No entanto, os estudos clínicos dessas técnicas aplicadas em psicose são ainda escassos. Esta tecnologia foi também usada na reabilitação da esquizofrenia e outras perturbações, mas também como treino de habilidades sociais, sendo um método eficaz para melhorar a disfunção social em doentes com psicoses (Rosa, Loureiro & Sequeira 2019).
Neste contexto, o Processo do Design pode facilitar a compreensão e o enquadramento de alguns dos problemas identificados, através da aplicação de um conjunto de metodologias que permitem identificar possíveis caminhos para a resolução dos problemas enquadrando os diferentes pontos de vista deste tema (Pressman 2019). Alguns destes métodos como por exemplo a criação de personas baseadas no utilizador, a construção da jornada do paciente e inquéritos online (Ku, B., & Lupton 2020), permite-nos comparar as dimensões das experiências já realizadas no contexto da saúde mental.
Pretende-se, a partir do estudo do estado da arte, comparar os pesquisas existentes sobre este tema, encontrar orientações para classificar e avaliar as possibilidades que a tecnologia da Realidade Virtual tem para influenciar positivamente esta área, com vista a melhorar o acompanhamento e criar oportunidades para que os serviços de apoio à saúde mental em Portugal possam evoluir.
Keywords: Saúde mental e bem-estar, Depressão e ansiedade, Realidade Virtual, Processo do Design

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